terça-feira, 23 de agosto de 2011

Estes meninos não foram notícia de jornal.


Afinal, eles não são testemunhas da CPI, do DETRAN, do Metrô, nenhum deles tem cartão corporativo, nenhum dos dois arremessou a Isabella pela janela, apenas foram tomados por um sentimento que anda meio fora de moda...


SOLIDARIEDADE




Que o dia de hoje tenha bastante calor humano. E que a iniciativa de ajudar esteja sempre presente em nossas vidas!
TRANSMITA A SOLIDARIEDADE E A COMPAIXÃO, TAMBÉM, PELOS ANIMAIS.
GRANDE ABRAÇO,
LENISE

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ADOTE UM GATINHO

ATENÇAO PESSOAL:

Completamos um ano que realizamos a primeira campanha para Adoções de gatinhos do CCHLA. Esse ano, ampliamos as nossas ações, objetivando não só conquistarmos mentes e corações, mas também educarmos a comunidade do Campus I e comunidade pessoense em geral.

Estamos concluindo a nossa programação e logo estaremos enviando para todos voces detalhes específicos da:

I SEMANA DE CONSCIENTIZAÇAO ECOLÓGICA; ANIMAIS E RESPONSABILIDADE SOCIAL,

a realizar-se entre os dias 26 de setembro a 04 de outubro.

Fiquem atentos!!!.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

SE EXISTE UM PARAÍSO... (SE CI SARÀ UN PARADISO - Ivana Trevisan)

Caro Leitor,
observem a sensibilidade de Ivana Trevisan em um belissímo poema sobre os animais:

SE EXISTE UM PARAÍSO

Se houver um paraíso

os animais lá estarão,

porque foram mártires

porque foram escravos.


Se houver um paraíso

os animais lá estarão,

desfrutando das pastagens infinitas do céu

beberão água limpa,

descansarão sob as sombras frescas

e aproveitarão o sol quente

entre as flores dos prados.


Se houver um paraíso

os animais ali estarão,

E aqueles que os amaram

se quiserem

os terão ao seu lado


Se houver um paraíso

eles estarão

Por já viverem o inferno.

cleardot

Se houver um paraíso

eles lá estarão

e serão os primeiros

porque foram os últimos

sobre esta terra.

e os verdadeiros últimos


Publicado por Everton Paula

Tradução de Zélia M.Bora e [1] Hérica Paiva[2]



[1] Doutorado em Estudos Portugueses e Brasileiros, Brown University, USA.

Professora de Literatura Brasileira e Comparada, Universidade Federal da Paraíba

[2]Doutorado em Linguística, Universidade Federal da Paraíba

Professora de Libras, Universidade Federal da Paraíba



Tudo sobre Pit bulls: Mitos e Verdades


HISTÓRIA


A origem da raça remonta ao Século XIX. Em 1835, o parlamento inglês proibiu o esporte chamado bull baiting, um jogo sádico em que Bulldogs eram usados para atacar touros trazidos à arena (com a discutível intenção de amaciar-lhes a carne). O cão atacava o touro, evitando coices e chifradas, agarrava o seu nariz ou orelha, e segurava-se até que o touro caísse. Os súbditos e a realeza da época procuravam diversão, procurando distrairem-se da violência e das doenças de seu tempo comparecendo a esses espetáculos sangrentos. Contudo, a opinião pública forçou o governo a tomar uma medida.

Uma vez que o bull baiting foi banido, os criadores que apreciavam a rudeza, coragem e tenacidade dos buldogues voltaram sua atenção para a criação de cães para a briga (ou rinha). Começaram com o bulldog, misturaram algum sangue de terrier, e produziram os Half and Half, Pit Dogs ou Bull and Terriers, cães de pequeno porte e extrema força e dotados de maior agilidade que os bulldogues de elevada força física, um cão que cumpria todas as suas expectativas.

Os Bull and Terriers foram criados para agredir outros cães, matar ratos (pragas comuns na época), mostrando bravura, alta tolerância à dor, vontade de lutar até o fim, e afeição ao seu criador. Com o tempo passaram a se diferenciar em raças, tais como o Staffordishire Bull Terrier, o Bull Terrier, o Irish Staffordishire Bull Terrier e o Pit Bull (que não tinha um padrão para estética, mas sim em termos de temperamento).

Posteriormente, esses cães migraram para os Estados Unidos como cães de quintal, guarda de fazendas, boiadeiros, cães de luta e caça pesada. Os cães do tipo físico "bull and terrier" ou "half and half" foram reconhecidos pelo UKC em 1898. Hoje em dia, o Pit Bull é muito polêmico. É constante o noticiário de ataques de cães desta raça em nível mundial, muitas vezes confundida com o American Staffordshire Terrier, Bull Terrier, Staffordshire Bull Terrier, Dogo Argentino e Dogue Brasileiro.

Ainda assim, há os que defendam que sua real face é a de um cão dócil, leal e equilibrado, baseado em suas experiências pessoais e no verdadeiro temperamento da raça, que sofre desvios diariamente, devido a cruzas indiscriminadas, assim como várias outras raças, produzindo assim, mestiços extremamente perigosos, por isso recomenda-se que a aquisição de um cão dessa raça deve ser feita em um canil idôneo e com boas referências.

Controvérsia


O American Pit Bull e seus parentes tinham uma reputação de cães leais e confiáveis durante as primeiras décadas do século passado. Nos últimos anos, contudo, essa imagem mudou. Seus membros têm sido considerados como extremamente violentos, assassinos de crianças, e 'merecedores' de banimento em alguns países. A raça é uma das quatro mencionadas especificamente na Lei de Cães Perigosos de 1991, no Reino Unido. As outras três raças mencionadas são o Fila brasileiro, o Tosa japonês e o Dogo argentino.

Assim como há criminosos criando Pit Bulls para brigas e para amedrontar pedestres nas ruas, há também criadores sérios e éticos de APBT. Para piorar as coisas, os maus criadores muitas vezes deixam de treinar seus cães para não agredirem humanos, como os criadores do início do século passado faziam. Pelo contrário, treinam os cães para serem o mais violentos possíveis.

Como resultado, o termo Pit bull é hoje pejorativo e instiga medo em muitas pessoas. O preconceito gera lendas urbanas como a de que suas mandíbulas têm a forma de um alicate, que se trancam sob a carne de suas vítimas, exercendo dez toneladas de pressão, e não poderiam ser abertas a menos que o cão tivesse a cabeça arrancada, que sua caixa craniana é menor que seu cérebro, fazendo com que ele tenha muitas dores de cabeça e ataque até seus donos (mesma lenda que foi usada na época dos Dobermann), ou que é um cão criado em laboratório, com uma substância injetada para ficar louco e agressivo.

O resultado é o preconceito indiscriminado, que faz autoridades banirem Pit Bulls das comunidades, e companhias de seguros cancelarem seguros se a casa tiver um Pit Bull. Na verdade, o Pit Bull é um cão inteligente, e muitos de seus exemplares são obedientes; são cães saudáveis que reclamam pouco e oferecem muito aos seus donos. Há até mesmo casos de cães que servem de guias para cegos e já são usados como cães de terapia em hospitais e clínicas para ajudarem crianças deficientes.

Assim como outros cães, Pit Bulls podem ser defensivos com relação ao seu território, mas, de modo geral, cães de luta não são territoriais. Como em todas as outras raças, alguns de seus membros mostram uma desconfiança com relação a outros animais, e uma propensão a atacar animais que se aventurem a cruzar seu caminho, no caso do Pit Bull, essa agressividade é tida como normal, visto ser um cão criado para rinhas. Como já dito, devem ser sociabilizados desde filhotes com todos os tipos de pessoas, desde crianças a idosos, pois como todo cão, podem estranhar uma criança se nunca tiverem visto uma.

Pit Bulls são bons animais de estimação, mas devem ser tratados com cuidado e respeito por quem decidir criá-los. Quando em público, sempre devem usar guia curta, focinheira, enforcador ou coleira resistente, sendo conduzidos por pessoas com força física suficiente para conter o animal no caso de euforia. Não são recomendados para quem nunca teve cães.

O principal fator condicionante da transformação do Pit Bull num animal agressivo é o cruzamento indiscriminado da raça sem se avaliar o temperamento dos animais. Animais agressivos com seres humanos não devem ser inclusos em planos de criação, para assim evitar a transmissão hereditária dessa falha.

Um criador de American Pit Bull Terrier demora anos para seleccionar um cão adequado para a sua finalidade, que seja passível de controle, e, ao mesmo tempo, afetuoso. Pit Bulls selecionados não atacam os seus donos ou treinadores, mesmo no calor do combate, por serem facilmente manipuláveis no momento da luta. Segundo criadores, podem ser separados em segundos por qualquer pessoa usando de método simples como o travamento dos quartos entre as pernas e um breakstick (objeto em forma de cunha feito de madeira resistente ou fibra com aproximadamente 25 centímetros que é introduzido na boca pela lateral fazendo movimentos leves para cima e para baixo).

E segundo resultados da American Temperament Test Society (ATTS), instituição que estuda e avalia o temperamento e comportamento de milhares de cães de diversas raças, diante de situações variadas, pessoas diferentes, o seu equilíbrio, capacidade de avaliação e reação, instinto de proteção e agressividade, o American Pit Bull Terrier teve um dos maiores índices de aprovação, estando dentre os mais dóceis e menos propensos a atacarem uma pessoa, ficando inclusive a frente de Collies, Cockers, Pastores Alemães, Golden Retrievers, e Dálmatas.

American Pit Bull Terrier é uma das únicas raças desenvolvidas, se tendo como uma das qualidades necessárias fundamentais, a completa falta de agressividade contra seres humanos.


Fonte: http://tudosobrepitbull.blogpost.com/2009/06/controversia.html

Agora, você leitor, poderá perguntar para si mesmo: Quem é o mais perigoso, o Homem ou o Animal??? A resposta é muito fácil de se responder.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ANIMAIS COM NECESSIDADES ESPECIAIS CONFIRAM: FOTO E MATÉRIA DO MÊS

Foto da Gatinha Esperança cedida gentilmente por sua dona Erica. Segue Abaixo a sua história.


Foto: Revista "Best Friends" Setembro/Outubro 2010 - Pitbull resgatado do Furacão Katrina.

UMA GATINHA CHAMADA ESPERANÇA

Não entendo porque vim ao mundo. Só sei que respiro, sinto fome, sinto sede, sinto frio e também sinto quando sou amada. Ando pelos cantos das paredes e conheço todo o apartamento onde moro, mesmo na escuridão em que vivo. Tenho até um quarto só para mim.

Nem todos os humanos são maus como a pessoa que me separou de minha mãe e jogou-me na rua. Vocês não podem imaginar o desejo que tenho de viver.

Nas ruas sem fim por onde andei, ouvi barulhos imensos e pessoas falando, sobre coisas que jamais entenderei. Só sei que naquele dia senti medo, mas meu espírito de sobrevivência fez-me prosseguir mesmo sem rumo certo. Sei que sou pequena demais para ser notada, mas mesmo assim, segui com determinação, pois senti o cheiro de algo que me deu fome. Motivada pela fome e sede, entrei num lugar.

Naquela tarde, já se transformando em noite, só sei que senti medo, mas distraí-me com a brisa e parei para sentir o cheiro das flores. Por um momento, esqueci-me de meu desespero. Senti também que próxima às flores havia água. Como não posso ver as vezes me atrapalho, especialmente, quando estou nervosa.Eu esbarro nas paredes, móveis, até sentir dor e aí tenho de me acalmar para não me machucar.

Naquela tarde não pude sentir o perigo que corria e caí na água. Por ser um bebê e ter o corpo muito leve nadei sem saber como sair da água for horas a fio, até que um homem me resgatou, enquanto eu ouvia a voz maligna de uma mulher que dizia - “Odeio gatos. Jogue essa coisa fora”- Fui jogada na rua mais uma vez. Com frio, comecei a gritar em desespero com todas as minhas forças até que finalmente um anjo ouviu meu clamor.

Hoje não sinto fome nem sede, mas ainda tremo quando sinto a presença de estranhos. Depois, muito doente, soube que caíra dentro de uma piscina. Hoje moro na casa desse anjo, que também é minha casa.

Voltei a brincar com bolinhas de papel, corro e dou saltos. Mesmo que eu não possa ver o mundo, vejo e sinto o amor que me salvou a vida e me deu o nome de Esperança.

Zélia M. Bora

OBS: A história de Esperança é real. Ela foi resgatada por um anjo chamado Erica e reside em sua companhia em Manaíra - João Pessoa.


SE VOCÊ TAMBÉM TIVER SUA HISTÓRIA PARA NOS CONTAR, POR FAVOR NOS ENVIE PARA: zeliabora@yahoo.com.br

Colaboradores: Everton Paula/Zélia Bora

segunda-feira, 14 de março de 2011

I ATO DE CONSCIENTIZAÇÃO À COMUNIDADE ACADÊMICA

O abandono de animais, dentro da UFPB, continua graças à ação descomedida de pessoas desinformadas e irresponsáveis. Precisamos educá-las para evitar o abandono de animais (especialmente, gatos e cachorros), bem como os transtornos a toda comunidade acadêmica, promovendo, por conseguinte, o bem-estar aos próprios animais. Ajudem-nos a combater o ABANDONO! Várias medidas podem ser tomadas com a sua ajuda. SEJA VOLUNTÁRIO(A)!

Atos de abuso contra animais é crime, previsto na Lei 9.605. Desperte sua consciência! Alie-se a nós contra os maus-tratos aos animais no Campus! Denuncie! Faça chegar até nós a denúncia, para que possamos enviá-la a instâncias superiores. Conheça melhor nosso trabalho e programação para o primeiro semestre de 2011. Acesse: http://gatosdaufpb.blogspot.com ou entre em contato, através do e-mail: adoteumgato.ufpb@hotmail.com.br.

Fones: (83) 3216-7005 / 8894-2575 / 8600-4397

Participe e adquira sua camiseta e seu calendário em prol da campanha. Seja solidário(a)!

APOIO: REITORIA E ADUF

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Prestação de Contas

CAMPANHA ADOTE UM GATINHO DA UFPB

TOTAL ARRECADO DURANTE A PRIMEIRA CAMPANHA EM AGOSTO DE 2010 (doações, venda de camisetas e marca textos).

R$ 1.110,50

Gastos

CIRÚRGIAS R$ 840,00

BANHOS, REMÉDIOS, LEITE, SAMPOO E TAXI R$ 339,69

______________

R$ 1.179,69 --

R$ 1.110,50

_______________

SALDO NEGATIVO DE R$ 69,19 ---

RECEBIMENTOS:

05 (CINCO) CAMISETAS R$ 65,00

______________

SALDO NEGATIVO DE R$ 4,19

DEZEMBRO DE 2010

VENDAS DE CAMISETAS (01) R$ 20,00

VENDAS DE CAMISETAS (09) R$ 135,00

_______________

TOTAL EM CAIXA R$ 150,81

João Pessoa, 20 de dezembro de 2010

Izilda de Fátima Carvalho

A história de Esperança

UMA GATINHA CHAMADA ESPERANÇA

Zélia M. Bora

Não entendo porque vim ao mundo. Só sei que respiro, sinto fome, sinto sede, sinto frio e também sinto quando sou amada. Ando pelos cantos das paredes e conheço todo o apartamento onde moro, mesmo na escuridão em que vivo. Tenho até um quarto só para mim.

Nem todos os humanos são maus como a pessoa que me separou de minha mãe e jogou-me na rua. Vocês não podem imaginar o desejo que tenho de viver.

Nas ruas sem fim por onde andei, ouvi barulhos imensos e pessoas falando, sobre coisas que jamais entenderei. Só sei que naquele dia senti medo, mas meu espírito de sobrevivência fez-me prosseguir mesmo sem rumo certo. Sei que sou pequena demais para ser notada, mas mesmo assim, segui com determinação, pois senti o cheiro de algo que me deu fome. Motivada pela fome e sede, entrei num lugar. Naquela tarde, já se transformando em noite, só sei que senti medo, mas distraí-me com a brisa e parei para sentir o cheiro das flores. Por um momento, esqueci-me de meu desespero. Senti também que próxima às flores havia água. Como não posso ver as vezes me atrapalho, especialmente, quando estou nervosa.Eu esbarro nas paredes, móveis, até sentir dor e aí tenho de me acalmar para não me machucar. Naquela tarde não pude sentir o perigo que corria e caí na água. Por ser um bebê e ter o corpo muito leve nadei sem saber como sair da água for horas a fio, até que um homem me resgatou, enquanto eu ouvia a voz maligna de uma mulher que dizia - “Odeio gatos. Jogue essa coisa fora”- Fui jogada na rua mais uma vez. Com frio, comecei a gritar em desespero com todas as minhas forças até que finalmente um anjo ouviu meu clamor. Hoje não sinto fome nem sede, mas ainda tremo quando sinto a presença de estranhos.

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Depois, muito doente, soube que caíra dentro de uma piscina. Hoje moro na casa desse anjo, que também é minha casa.

Voltei a brincar com bolinhas de papel, corro e dou saltos. Mesmo que eu não possa ver o mundo, vejo e sinto o amor que me salvou a vida e me deu o nome de Esperança.

João Pessoa, 11 de dezembro de 2010.

Votos de Ano Novo



BOLETIM 01/2011

PREZADOS AMIGOS (AS),


É hora de renovarmos os votos de Boa Vontade, Compaixão e Responsabilidade por aqueles que precisam de nós. Só assim, construiremos um Ano Novo repleto de dádivas para todos.


ATENÇÃO: Confiram a Prestação de contas de nossa campanha de Agosto 2010.


Leiam com atenção: A historia de Esperança

Aguardem:

Fotos de Gatos e Donos Felizes por terem encontrado um lar e detalhes completos sobre nossa experiência com a adoção.

VENDA DE NOVAS CAMISETAS, para assegurarmos as cirurgias.

Realizações para 2011
Parceria com a Medicina Veterinária (UFPB- AREIA) para realizações de estilizações de Gatos e Cachorros abandonados.

URGENTE !!!!
Conclamamos os amigos interessados no planejamento de Atividades Educativas nas comunidades adjacentes à UFPB - Campus I, pois o abandono de animais continua.

AJUDEM-NOS A COMBATER O ABANDONO. ESSA META FAZ PARTE DE UM TRABALHO CONTÍNUO. TÃO LOGO AS PESSOAS SEJAM EDUCADAS, O ABANDONO DIMINUIRÁ!!!!!

Procure-nos e compartilhe conosco os nossos planos EDUCATIVOS para a população do CAMPUS E FORA. Sem sua ajuda, nossas ações serão de muito pouca eficiência.

FELIZ ANO NOVO!!!


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Alguns esclarecimentos a quem insiste em dizer que quer fazer o melhor por seus gatos:

Por que insistir em conscientizar os proprietários de gatos sobre a importância de mantê-los sem acesso à rua em vez de brigar com os malvados que atropelam, envenenam, torturam... a culpa dessas atrocidades não é de quem as comete? Simples, pois é muito mais fácil e eficiente fazer com que quem REALMENTE GOSTA de gatos se conscientize sobre a importância de castrá-los e não dar acesso à rua do que fazer com que psicopatas deixem de ser psicopatas.

Se com leis rígidas contra o assassinato de seres humanos ainda tem um monte de gente matando por aí, imagina em relação aos gatos, animais de que a maioria das pessoas não gosta e tem preconceito e a quem não há lei eficiente que proteja?

Não, gatos que vivem dentro de casa não estão sofrendo e infelizes. E não, gatos que têm acesso à rua não estão livres e felizes. Como eu sei disso? Porque meu conceito de felicidade e infelicidade felina não está apoiado em meus valores humanos (isso seria um contra senso, não? "Eu sou feliz transando, logo, meu gato é feliz transando também"), mas em como os gatos demonstram felicidade ou infelicidade.

Porém, algumas coisas são universais: nenhum ser espancado é feliz. Nenhum ser envenenado é feliz. Nenhum ser torturado é feliz. Nenhum ser com ferimentos infeccionados é feliz. É só ter noção de causa e conseqüência. Um gato não castrado vai fazer pelo menos quatro gatinhos abandonados em cada gata que encontrar pelo caminho, em suas "andanças". O que acontecerá com esses gatinhos? O que acontece com filhote de gato na rua? Os poucos que sobreviverem farão mais gatos abandonados, e a responsabilidade é do gato que originou tudo isso ou do dono que não o castrou? E a gata na sua casa que tem uma cria que você distribui entre os amigos?

E os filhotes desses filhotes? O que seus amigos farão com eles? E os que fizerem filhotes pelas ruas? Isso não é responsabilidade nossa?

A realidade sobre a castração

Gatos são animais com uma grande profusão hormonal. Bem maior do que a nossa, aliás. Hormônios sexuais que os obrigam a reproduzir a espécie, para que não desapareça. Porém, há uma superpopulação de gatos sofrendo nas ruas e se reproduzindo descontroladamente (todo mundo sabe disso, não é?) logo, não há necessidade de mais reprodução da espécie.

Mas eles não gostam de "transar"? A atividade sexual dos gatos é regulada única e exclusivamente pela atividade hormonal, não tem o apelo emocional que tem nos humanos, por exemplo, nem é sequer prazeroso. Mas como a gente sabe disso? O pênis do gato possui pequenos espinhos, que servem para sangrar a vagina da fêmea, pois o espermatozóide do gato só sobrevive em meio sanguíneo. A dor e o sangramento estimulam a ovulação na fêmea.

O gato tem primeiro que brigar com outros gatos pela fêmea. Após muita briga, gritaria, arranhões, machucados e mordidas, ele vai até a fêmea que o aceita por causa do cio, induzido pelos hormônios. Ele morde a fêmea pela nuca, para imobilizá-la e introduz o pênis espinhoso. Ela grita de dor, não de prazer. E ele a segura para que ela não se mova, e possa, assim, perpetuar a espécie. Quando a solta, ele ainda apanha dela.

Todo esse estresse é dirigido pelos hormônios que não têm a menor consciência de que a espécie sofre com a superpopulação. O gato chega em casa (quando tem casa) todo machucado das brigas e possivelmente não está nada feliz com essa situação, mas não pode evitar.

Quanto aos riscos...eles são animais, têm instintos, não se defendem sozinhos?

Doenças muito comuns em gatos, para as quais não há tratamento eficaz, nem vacina, como Peritonite Infecciosa Felina (PIF), Aids Felina (FIV) e Leucemia Felina (FELV) são transmitidas nas brigas, através de mordidas e do contato sexual. São muito contagiosas entre os gatos, embora não passem para os seres humanos. Como gatos não castrados - ou mesmo castrados - sem acesso à rua poderiam se defender de brigas de gatos infectados?

Além disso, gatos na rua estão sujeitos a atropelamentos (eles não sabem atravessar a rua, não entendem nossas regras de trânsito), envenenamentos, ataques de cachorros (aí sim, até podem correr para se defender, mas o último que eu soube que fez isso escapou de três cachorros que o perseguiam e na fuga colidiu violentamente com um carro que passava na rua e quebrou o pescoço. O motorista nem teve tempo de desviar) e espancamentos por pessoas ruins (de criaturas tão maiores, maldosas e mais fortes não há como se defender).

A castração e a criação indoor evitam que a vida do gato seja abreviada por motivos tão estúpidos. O que pode ser evitado não deve ser considerado acidente, nem visto com naturalidade quando acontece. Se o gato está sob sua responsabilidade, é seu dever protegê-lo do mundo criado pela nossa espécie e para a nossa espécie, tão hostil aos animais domésticos que não têm culpa de terem sido tirados de seu habitat há milhares de anos, perdido grande parte de seus instintos sem a menor possibilidade de desenvolver ferramentas para se proteger em meio aos humanos.

Com tanta castração, gatos não serão extintos?

Gato castrado não se despersonaliza, ele só deixa de ser guiado exclusivamente pelos hormônios. Assim, ele pode viver tranqüilamente sua vida de gato, sem a neurose da perpetuação da espécie a qualquer custo (já que a espécie está mais do que perpetuada).

Mas se todo mundo castrar, eles não serão extintos? Quem se faz essa pergunta não parou para pensar ou nunca procurou sair às ruas à procura de gatos abandonados para alimentar. Eles saem bem tarde da noite, e voltam a se esconder assim que amanhece. Para começar, existem gatos em todos os lugares, se reproduzindo descontroladamente. Alguns nunca sequer serão pegos, pois são extremamente ariscos e morrerão doentes ou sob as rodas de algum carro, não sem antes se reproduzir muito.

Existem gatos nos bairros mais pobres, nas favelas mais distantes, onde as pessoas nem sequer ouviram falar de controle de natalidade e as próprias mulheres têm dezenas de filhos, que acabam não tendo condições de estudo, nem de um futuro. Essas pessoas criam gatos soltos e que se reproduzem descontroladamente, pois essa é sua própria realidade, vai demorar um bocado para que tenham acesso a informação e castração.

Existem pessoas ignorantes - e elas sempre existirão - cujos gatos continuarão a morrer atropelados, doentes, envenenados, assassinados e sem castrar, se reproduzindo descontroladamente.

Existe uma superpopulação absurda de gatos abandonados, que só cresce, cresce e cresce. A possibilidade de extinção diante dessa realidade, parece piada. E é.

E a liberdade? Gatos não são animais livres?

Mais um conceito que enxergamos baseados em nossos valores. O homem gostaria de viver solto, fazendo o que quisesse, andando de lá para cá sem medo e sem noção, transando com todo mundo sem responsabilidade, fazendo filhos que não precisaria assumir, apenas para provar virilidade. As mulheres gostariam de ter milhares e milhares de filhos para provar a maternidade, sem precisar criá-los ou se preocupar com seu futuro, ser desejadas por dezenas de machos, que se matariam por causa delas. É uma visão, de certa forma, romântica, e bem longe da realidade.

A liberdade dos gatos na rua, da forma como imaginamos, não existe. Já falei da relação sexual, que não é nada bonita, nem prazerosa, e nunca poderia ser chamada de "namoro".

A estrutura social dos gatos urbanos é um tanto quanto agressiva. Existe um macho dominante (macho alfa) que, aliás, dificilmente vai ser o seu gato domiciliado (antes que algum homem ache legal a idéia do seu gato ser o macho dominante do pedaço). Eles têm uma sociedade dividida em classes (siiim!!), cada um tem seu território e briga por ele.

Existem caminhos que pertencem apenas ao dono do território (e ninguém pode passar ali), outros caminhos são comunitários e também existem regras de tráfego bem definidas. Se um desavisado cortar o caminho do dono do território, pode até ser expulso, sem conseguir voltar.

Gatos que brigam na rua, guiados por hormônios, podem até se matar em uma disputa violenta, cegar ou machucar profundamente. É um mundo violento, com regras estruturadas.

Mas se é tão ruim, por que eles saem? Seus gatos não vão ficar pensando "Ah, lá fora o fulaninho pode me bater, o cachorro já correu atrás de mim, então acho que eu não vou sair". Eles são curiosos e não têm noção. Embora até consigam se virar bem dentro da estrutura que eles próprios criaram, não conseguem lidar direito com a estrutura dos humanos: carros, motos, gente ruim, veneno, etc. Ao primeiro sinal de perigo, correrão para o lugar em que eles realmente são livres: suas casas (seu território). O gato que citei, que estava fugindo dos três cachorros, foi atropelado enquanto corria, desesperado e atento apenas aos predadores, em direção à casa onde morava com seu "dono". Estava querendo voltar para a segurança de seu território, onde sabia que ninguém o machucaria.


Dentro de casa

Gatos só são mesmo livres dentro de casa, pois ali é o território deles, onde eles se sentem seguros. Mas são curiosos e sempre irão querer passar pelas portas ou janelas que estiverem abertas para eles. Feche a porta de um cômodo qualquer da sua casa e imediatamente aquele será o lugar mais legal do mundo, no qual seu gato irá querer entrar a qualquer custo, até esquecer da idéia.

Gatos que vivem dentro de casa, com as janelas teladas não ficam miando desesperadamente para sair, sinto desiludir quem se apoiava nesse argumento. Mesmo o que eu adotei adulto e morava na rua, miou por apenas uma semana, pois tinha o hábito de sair (e hábito não é necessidade). Quando viu que eu não cederia, resolveu explorar o ambiente interno e começou a brincar, a se adaptar à nova casa.

Hoje ninguém tenta sair, ninguém fica miando desesperadamente, mas também não tenho sequer um gato apático em casa. Agora mesmo, acabaram de brincar de lutinha, o Tiggy está caçando seu ratinho de brinquedo e o Gatão perseguindo uma bolinha. A Ricota está bebendo água. Eles são bem livres dentro de casa, escolhem seus lugares preferidos, seus brinquedos preferidos, brincam bastante, comem bem e depois dormem junto da gente (ou no sofá da sala, quando está muito calor).

Assistem à janela como assistimos à TV, curiosos com a movimentação de vizinhos, cachorros e pássaros. Eles são pequenos, até mesmo um apartamento de um quarto, como aquele em que eu morava no Rio, é um mundo para eles, pois ao contrário dos cachorros, eles sobem nos móveis, entram embaixo das coisas, o espaço não é apenas horizontal, tem várias possibilidades.

Meus gatos não são exceção, todo mundo que tem gato castrado sem acesso à rua sabe que eles vivem muito melhor do que os que tivemos em casa pelo método "antigo". Quero ver alguém me dizer, por exemplo, que os gatos da Renata são infelizes porque não saem na rua:


http://br.youtube.com/profile_videos?user=Renata34&p=r


E isso não é egoísmo. Garanto que seria muuuito mais cômodo ter meu gatinho para brincar e apertar, mas não ter o trabalho de levar ao veterinário, me responsabilizar por ele o tempo todo e ainda ter a tranqüilidade de dizer que ele "sumiu" ou que foi morto e culpar o vizinho, depois arrumar outro gato, sem peso algum na consciência.

O cara que odeia animais e envenena o gato que aparece sempre em sua casa está certo? Não. Alguma coisa justifica o que ele fez? Não. Mas ele não é obrigado a aceitar um bicho que ele não gosta em seu quintal. Não é mesmo. Isso não o faz menos assassino, não o faz menos monstro, não o faz menos malvado, nem menos psicopata, nem menos imbecil, covarde, fraco e babaca. Isso não faz com que ele esteja certo ao maltratar, mas mostra que ele não é o único responsável por esse acontecimento, pois ele não foi na casa da menina para matar a gata dela, ele teve seu espaço invadido por uma criatura que ele não sabe respeitar.

É exatamente a mesma coisa de dizer que um pai é co-responsável pela morte de sua filha de dois anos, que ele deixou sair às onze da noite até a casa de um vizinho que já era suspeito de assassinar crianças, inclusive o irmão mais velho da menina. Não dá para dizer "é a vida", nós temos responsabilidades e devemos assumí-las.

Uma criança não conhece a estrutura da nossa sociedade e os perigos da rua, é pequena, sem maldade e fraca demais para conseguir se defender de adultos, maldades e acidentes. Um gato adulto tem como se defender em sua sociedade felina, mas essa sociedade é estruturada dentro da nossa sociedade e das nossas ruas, para as quais ele também é pequeno, fraco e sem maldade, incapaz de se defender sozinho e supor os perigos que não são naturais, foram criados pelo homem.

Meu gato é louco para entrar dentro do forno. Se eu abro a porta, tenho que cuidar para que ele não se jogue lá dentro. Mas ele não tem instintos que deveriam protegê-lo dessa vontade? Pois é, avise isso para ele. Não é porque ele tem curiosidade de entrar no forno que eu vou achar que ele precisa entrar lá, que ele gosta e vai sofrer se eu não deixar. Se eu deixar e um dia ele entrar no forno ligado e se queimar, não posso dizer que foi culpa dele ou que "pelo menos ele morreu feliz, fazendo o que queria". Seria um tanto quanto irresponsável de minha parte, não?

Dizer que eles são livres nas ruas, que essa é a "natureza" do gato e que eles têm que "namorar" e são infelizes dentro de casa é argumento de quem não tinha até agora informação suficiente sobre a realidade da sociedade deles, da natureza deles e da vida de gatos castrados e sem acesso à rua.

Gostaria que ninguém comentasse absolutamente nada antes de ler (e ter certeza de que entendeu, nem que precise ler mais de uma vez) tudo o que escrevi. Sei que é muita coisa, mas também sei que ninguém está interessado a exercitar preguiça mental e que todos têm interesse em informações, não apenas em manter suas opiniões arraigadas e "ganhar a discussão". Eu não quero ganhar nada, meu interesse é ver menos gatos nas ruas, e esse é o único caminho.

Assunto sem fim

Já escrevi um ensaio sobre isso. Quem quiser ler, por favor, fique à vontade:


http://vanessalampert.blogspot.com/,

Nesse artigo também estão listadas as fontes que usei para pesquisa e também para saber o que eu repeti neste post que acabo de escrever aqui.



PS: Resolvi escrever esse texto porque cansei de repetir sempre as mesmas coisas e ouvir sempre os mesmos argumentos que já foram mais do que refutados pela prática. É consenso entre as entidades sérias de proteção animal de que a castração e criação indoor (sem acesso à rua) é a melhor forma de cuidar de gatos e ao mesmo tempo proteger a espécie. Acredito que quem gosta de gato não gosta apenas do seu gato, mas de todos, e se preocupa com a espécie inteira.

Idéias pré-concebidas e mais do que ultrapassadas, mitos como o que prega que a castração deixa o animal letárgico, que a castração deixa o animal infeliz, que gato precisa "dar voltinhas", que gato se apega à casa e não ao dono, que mulher grávida pode pegar toxoplasmose acariciando qualquer gato (argh, por favor, se você não tem o hábito de comer fezes de gato infectado pelo toxoplasma expostas no ambiente por 48 horas, ou comer a carne crua de gatos infectados pelo toxoplasma - e poucos gatos são infectados - não se preocupe com uma possível transmissão de toxoplasmose pelos gatos. Muito mais importante é cuidar da higiene dos vegetais que você consome e do cozimento da carne que você costuma comer. Toxoplasmose se pega por via oral, dessas maneiras), que gato é traiçoeiro, etc. etc. etc. são coisas que só prejudicam aos pobres animais, que nada têm com a ignorância humana. E além de prejudicar os gatos, me deixam muito, mas muito revoltada e chateada por ver o quanto minha espécie ainda está atrasada.

E de uma vez por todas: é muito fácil não dar acesso à rua a um gato castrado (e de preferência, castre as fêmeas antes do primeiro cio, com quatro ou no máximo cinco meses. Não, não há risco maior que os benefícios nesse caso. E os machos, com cinco ou seis meses. Embora possa ser feita a castração precoce, mas aí o procedimento é diferente), basta instalar redes de proteção em todas as janelas (inclusive nos vitrôs).

A quem mora em apartamento, redes de proteção são obrigatórias, mas se você mora em casa e quer que seus gatos tenham acesso ao quintal, pode telar os muros e o portão, de maneira a não deixar nenhum lugar pelo qual ele possa escapar. Algumas idéias de tela nesse site:

http://mopibichos.sites.uol.com.br/modelosdetela.htm

PS2: Eu estou gripada e quando não estou me sentindo fisicamente bem, minha paciência fica um pouco mais prejudicada do que o normal, então resolvi publicar aqui esse post, para facilitar a divulgação dessas informações. Inclusive da próxima vez em que precisar explicar tudo isso vai ficar muuuuito mais tranquilo: é só colar o link. Coisas que só ter seu próprio blog faz por você. :-)

Disponível em: http://escritarupestre.blogspot.com/2008/03/alguns-esclarecimentos-quem-insiste-em.html

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nota de agradecimento


Em nome de toda a comunidade docente e discente da UFPB, agradecemos a sensibilidade e apoio incondicional dados pelos meios de comunicação, especialmente, as redes de televisão que abraçaram, com extrema dedicação, a nossa causa humanitária.
            Aproveitamos a oportunidade para informar-lhes que nosso trabalho prossegue. Não podemos parar! Para fortalecer nossa luta contra o abandono de animais em nosso Campus, buscamos, além daquilo que já é de conhecimento público, o apoio do Magnífico Reitor e do Chefe da Divisão dos Servições Gerais. Enviamos-lhes solitações por meio das quais expressamos o desejo de que medidas cabíveis sejam tomadas, pois acreditamos que, somente assim, o problema poderá ser resolvido em sua totalidade.
             Mais uma vez agradecemos e, ficam registrados, aqui, nossos votos de estima e apreço.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

FINAL FELIZ: Hana


Essa coisa fofa aí é a Hana. Foi encontrada quase cega, dentro de uma caixa d'água vazia num espaço abandonado lá no centro de educação. Tinha caído lá dentro e se nós não a tivéssemos achado, provavelmente teria morrido de fome. Agora encontrou um novo lar e está muito bem de saúde, mas ainda precisa ficar usando um colírio que o vet. receitou por tempo indeterminado. Com certeza está sendo muito amada e bem cuidada em seu novo lar!!!


FINAL FELIZ: Menininha



Essa aí é uma das tricolores que circulava pela Praça da alegria. Olha agora a mordomia!!! Toda carinhosa com a nova família, dando até massagem no irmãozinho (ou será irmãzinha?). Parabéns a mamãe dessa linda gatinha, por ter lhe dado um lar e uma bela família!!! =^.^=

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sobre castração/ esterilização

Durante nossa campanha, incentivamos a POSSE RESPONSÁVEL, que inclui, entre outras coisas, a castração do animal de estimação. Ao falar sobre isso, percebemos que muitas pessoas estão desinformadas sobre o assunto, afirmando que a castração seria "crueldade com o animal". Tal preconceito, em primeiro lugar, deriva do fato de as pessoas acreditarem que o modo como os animais lidam com a relação sexual seja o mesmo modo como nós lidamos, o que é absurdo, pois animais acasalam por instinto, não por vontade. No texto da médica veterinária Neísa Teixeira Lourenço (UFF 1980) de Juiz de Fora, MG, é colocada todas as questões que envolvem o procedimento da castração (tanto para cães quanto para gatos) e seus benefícios tanto para o animal quanto para o seu proprietário:

Castração

Algumas pessoas se ressentem ou até se escandalizam quando os veterinários aconselham que castrem seus animais.
MAS.....
Você já parou para olhar a quantidade de cães de rua que a cidade que você mora possui?
Você já parou para pensar na quantidade de doenças (as chamadas zoonoses) que eles podem abrigar e posteriormente transmitir aos seres humanos?
E aí? O que fazer? Agir como em Bogotá onde o prefeito mandou exterminar todos os animais encontrados soltos nas ruas?
Ou deixar a "carrocinha" pegar estes animais para levá-los para um depósito, onde a grande maioria é exterminada?
Acho que nada disso é solução !!!!
E o problema não se resume somente nos animais que já estão nas ruas.
O problema real é o aumento desta população, sendo este aumento determinado não somente pela reprodução destes animais, mas também pelo acasalamento indesejado de animais que possuem dono. Estes proprietários, não tendo conhecimento nem condição de lidar com as constantes proles (ninhadas) nascidas em sua casa, as deixam "ao Deus dará", acabando estes animais indo parar nas ruas.
Segundo a WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal), uma única cadela, com uma vida reprodutiva de 6 anos, pode gerar 100 (cem) descendentes, enquanto uma gata em apenas 2 anos pode deixar 200 (duzentos) descendentes. São números realmente assustadores, desconhecidos da maioria das pessoas. Mas estes números provam que tentarmos reduzir a população com apreensão e eutanásia é, no mínimo, falho, além de ser um crime.
Além do método ser falho, a apreensão pode determinar a disseminação de várias doenças.
Imaginemos a situação em que o seu animal de estimação foge para um passeio na rua, sendo apreendido juntamente com outros animais, alguns dos quais, de rua. Algum destes animais errantes pode estar doente, e contaminar o seu. Quando você vai ao depósito retirar o seu animal, você pode estar levando para dentro da sua casa, para a sua rua, para o seu bairro, doenças que, por não serem usuais da região, encontrarão terreno adequado para se alastrar, contaminando toda uma população que antes não estava doente.
. a solução para estes problemas todos seria a castração
. A CASTRAÇÃO É UMA OPERAÇÃO SEGURA, QUANDO FEITA POR UM BOM MÉDICO VETERINÁRIO. OS ANIMAIS, GERALMENTE, SE RECUPERAM DA CASTRAÇÃO EM APROXIMADAMENTE UMA SEMANA, COM DESCONFORTO MÍNIMO.


.VANTAGENS:

- EVITAR NINHADAS NÃO DESEJADAS

Ah!, você diria: "Eu jamais colocaria uma ninhada de minha cadela / gata na rua".
. Está certo, mas o que fazer com os filhotes se ninguém os quiser? E os futuros donos, tratarão tão bem seus "netinhos" como você? Não esqueça que as vezes um filhote só é atraente enquanto é filhote, ou enquanto não destroi o sofá da casa nem faz xixi no tapete novo, ou enquanto não fica doente.
. E os machos que tem dono que fogem de casa e acabam cruzando com uma fêmea de rua? Além de aumentar a população de rua teríamos o perigo também da transmissão de doenças venéreas.

- ANIMAIS CASTRADOS SÃO MAIS SAUDÁVEIS

.Tanto machos comos fêmeas têm menos chances de desenvolver problemas de tumores e infecções nos órgãos reprodutivos.
. Os machos, depois de castrados, têm menos chances de desenvolver problemas de próstata e tumores de testiculares.
. A castração reduz o risco da cadela/ gata ter tumor de mama. Se a cadela /gata foi castrada antes do primeiro cio, (aproximadamente seis meses), o risco dela desenvolver tumores mamários é muito reduzido. O Tumor Mamário é, normalmente, um tipo de câncer muito comum em cadelas/ gatas idosas que não foram castradas. Além disso, cirurgia na fêmeas imaturas é menos propensa a complicações. A remoção completa dos ovários elimina a possibilidade de cânceres ovarianos ou uterinos, que são ocorrências comuns em fêmeas não castradas.
. Com relação às fêmeas, pode ser que elas não sejam boas mães, implicando em risco para a ninhada e em trabalho extra para você. Ou ainda, ela pode precisar de auxilio de emergência durante o parto [por exemplo, uma cesariana] colocando em risco sua vida, e aumentando sua despesa.

- PASSEIOS CONTROLADOS

.Um macho que sente por perto uma fêmea cio pode demolir portas e saltar cercas e ficar vagando pelo o bairro a procura da cadela. Animais castrados fogem menos e com isso levam uma vida mais segura, sem os perigos da vida na rua, para os quais seu animal acostumado em casa, não está preparado, inclusive com o risco de ser pego pela carrocinha.
.Diminui também as brigas com cães vadios reduzindo assim, o risco de danos, infecções, atropelamentos e livrando você de altas contas no veterinário.
. Além do perigo do passeio pelas ruas, existe o risco de seu animal macho cruzar com alguma fêmea de rua, o que, sem contar com o aumento população de rua teríamos o perigo também da transmissão de doenças venéreas.

- MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

. Animais castrados são mais contentes e comportados.
. A castração precoce reduz o aborrecimento e constrangimento do machinhos ficarem "montando" nas pernas das pessoas ou na mobília.
. A castração não transformará seu cachorro/ Gato em um "frouxo ", e ele nunca saberá o que está perdendo, mesmo que já tenha cruzado alguma vez. O animal não sabe bem o que é prazer, não acorda um belo dia querendo cruzar. Ele tem vontade sim, mas por um simples mecanismo hormonal; logo se tirarmos seus testículos, este estímulo hormonal desaparece, e ele não sente mais vontade de cruzar. É diferente do caso do ser humano, que se fosse castrado, sentiria a vontade mas não conseguiria; no caso do animal, esta vontade não existe após a castração
. Algumas pessoas acham que o animal ficará preguiçoso e gordo. Mas nem sempre isto ocorre. Se a castração for realizada precocemente não levará o animal à obesidade. Quando feita depois do animal adulto realmente ele ficará com uma tendência a engordar, o que pode ser controlado com uma rotina de brincadeiras e exercícios, além de não podermos deixá-lo comer demais.
. Alguns proprietários acham que por ser um cão de guarda este animal não deve ser castrado. Mas a castração não afeta os instintos naturais de um cachorro para proteger sua casa e família.

- MELHOR CONVIVÊNCIA EM CASA

. A castração resulta em uma fêmea mais limpa em casa. Todos os proprietários de fêmeas sabem como é incômodo o sangramento que ocorre no cio (aproximadamente dez dias, duas vezes ao ano). Removendo os ovários de sua cachorrinha este problema é eliminado.
. Castração precoce também ajudará ao treinamento p/ urinar no local certo, diminuindo a incidência de urina "nos cantinhos" que o macho faz por razões territoriais

- RAZÕES PARA NÃO CASTRAR (Mitos)

- ANIMAIS DE RAÇA, ANIMAIS COM PEDIGREE

.Um Pedigree não é uma indicação de qualidade, nem mesmo a presença de campeões no seu pedigree. Alguns animais são excelentes representantes de sua raça, mas não geram filhotes de boa qualidade. Além disto determinadas raças possuem características indesejáveis que passam para seus descendentes, não sendo aconselhável seu cruzamento. Pesquise os problemas de saúde comuns em sua raça e sugira uma avaliação de seu veterinário com relação aos defeitos genéticos que seu animal possa vir a passar para seus filhotes.

- GOSTARIA DE UM FILHOTE IGUAL AO MEU 

- Mas meu cachorro /gato é tão especial, eu quero um cachorrinho/ gatinho como ele.
. Seu cachorro ou gato pode ser um animal muito especial. Mas isso não garante a você que seus filhotes vão ser iguais a ele. Até porque temos que levar em consideração também as características do outro parceiro; não sabemos se a ninhada sairá parecida com o pai ou com a mãe.
 
- QUERIA QUE MINHAS CRIANÇAS VISSEM O MILAGRE DO NASCIMENTO

Até mesmo se suas crianças estiverem dispostas a verem seu animal parir - que é improvável que isso aconteça, uma vez que normalmente o parto ocorre à noite e a cadela se isola - a lição que você realmente estará ensinando é que animais podem ser gerados e descartados como uma roupa.
. Além disso, lembre-se que o parto é uma situação delicada para a cadela/ gata. Ela precisa de tranquilidade; algumas fêmeas, inclusive, ficam agressivas, não permitindo que muitas pessoas se aproximem.
. E se a sua cadela que está parindo começar a ter complicações e correr risco de vida? Isto não seria nada interessante para as crianças.
. Ao invés disso, você deveria explicar às suas crianças que o real milagre da vida é sabermos prevenir nascimentos nãs desejados, de forma que não tenhamos que arcar com conseqüências depois.



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